a noite me pede um poema/
um pequeno pedágio/
para que eu possa/
ir dormir/
nela//
entro/
calmo amarelo/
incandescente/
rumo ao seu infinito escuro/
dou a ela essas palavras/
lhe digo e peço//
vai bem /
leva contigo esses versos/
e talvez serenada/
me acalenta com eles/
para o encontro e reencontro de pessoas amigas, de fãs e afins desgarrados por esse planeta, e para mostrar e compartilhar trabalhos de arte.
sábado, 23 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
o avesso do tropeço - lançamento
dênio albertini me convidou para participar, e até envolver mais poetas para apresentar o nosso trabalho da cia joão gilberto e clarice, num show nos palcos armados em algumas estações do metrô durante a noite e madrugada, num projeto chamado 'carlsberg music station'. cada sábado pra domingo durante um mes se apresentaram n grupos variados, e sempre um grupo de poesia também.
teve numa manhã um café/encontro de artistas e imprensa, e lá ouvi uma frase do poeta marcelo dolabela, que sintetizou marcando pra mim o momento e a nossa frequencia, e a frequencia do nosso fazer poético.:
a poesia é a única arte que ainda não entrou no mundo pop.
é verdade, a poesia entra no mundo pop através da música, no cinema, ou mal usada pela publicidade, o que na verdade nem entra por aí, já que deixa de ser poesia e passa a ser somente uma sensação poética e nostálgica ao pensarmos no coitado que fêz 'aquilo'.
isso é pra dizer que 'o avesso do tropeço' ao ser lançado numa praça pública reafirma a frequencia de colocar a poesia no mundo pop, por ela mesma, trazendo atrás de si várias outras artes. não quero dizer que terça feira teremos um grande espetáculo multiartes capitaneado pela poesia na praça do a do b e do c. não, não é assim, mesmo porque não tenho nenhuma e$trutura por trás bancando esse tal espetáculo multiartes com todos os seus gastos e trâmites burocraticos nescessários à sua realização numa praça púbica. não, o que vou fazer é o lançamento de um livro pop no caramanchão do quarteirão cultural da praça abc, aqui agora chamada de praça das primeiras letras, aonde quero receber os amigos e a todo o público num local público, entremeando em intervenções poéticas e sonoras, ancorados no dalva botequim musical.
o livro pop
'o avesso do tropeço' busca assuntos mais profundos e importantes de uma maneira mais simples, concisa e direta. assuntos de nossa humana realidade cotidiana.
na maioria de suas páginas respira a criatividade.
são poemas que causam a sensação física de um tropeço ao avesso.
são poemas que, quando o tropeço é metafórico, trazem a lógica psicológica da virtude, como um caminho do chão para cima.
o avesso do tropeço - a tela
domingo, 19 de abril de 2009
onde encontrar 'campo magnético' e 'o avesso do tropeço'.
trem azul - av álvares cabral 373, centro .
usina das letras - palácio das artes, av afonso pena, 1537, centro. - belas artes, rua gonçalves dias 1581, lourdes. - usina de cinema, rua aimorés 2424, santo agostinho.
livraria quixote - r. fernandes tourinho, 2474, savassi.
scriptum - fernandes tourinho 99, savassi.
café book - rua padre rolim, 616, santa efigênia.
livraria da travessa - av getúlio vargas, 1405, savassi.
todas em belo horizonte. breve em mais algumas.
ou entre em contato através do endereço: gilbertodeabreu@oi.com.br e receba-o(s) em casa
sexta-feira, 10 de abril de 2009
alguns segredos do tempo
alguns segredos do tempo é um poema já publicado no livro; caiuaua, da coleção poesia orbital, também no livro ; campo magnético, e agora faz parte do meu segundo cd; ao mais corajoso, o poeta, que já está na reta final, está para breve. e agora, a gravação de alguns segredos do tempo, ganhou uma versão visual, filmada e editada por mim mesmo, tudo com câmeras e programas primários(como eu mesmo, no caso), mas, como um esboço pra uma produção mais gorda, mais abastada.
no link a seguir vc pode vê-lo no youtube,
http://www.youtube.com/watch?v=BKDTL36CRs4
ou nesse outro vc pode baixá-lo pro seu computador e assistir na hora que quiser,
http://www.mediafire.com/?sharekey=49b635422ec396e7d2db6fb9a8902bda
participam da gravação: marcelo cacique, luando de abreu, mário castelo, paulinho carvalho e gilberto de abreu
essa versão pra web pesa 14,70 mb. como tem imagens de quadros se ficasse mais leve ia ficar muito prejudicada.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
making off foto capa
essa é "o original" da foto usada na capa e convite do lançamento do livro. diferente do que hoje em tempos informáticos e de milhares de recursos gráficos, podemos ver um painel cenário, pintado "de verdade". clique na foto para ampliá-la e veja a 'engenharia' usada para prender o painel dentro do estúdio, já que o seu tamanho seria de oito por oito metros. teve que se dobrar um pedaço na parte de cima.
domingo, 14 de dezembro de 2008
texto campo magnético
o ano de 1985 começou cheio de promessas boas, fim da ditadura, tancredo neves presidente, e o melhor, a população estava unida num consciente coletivo que emanava uma força muito positiva.
quis participar desse momento de uma forma mais cotidiana, estar ali, participar com mais força desse todo. um jornal! a sessão de tirinhas do estado de minas era um bom lugar, já tinham 8, 9 desenhistas desenvolvendo as suas, e eu poderia realizar aquela vontade de fazer uma história em quadrinhos de longa duração, criar personagens, aprofundar, desenvolver um roteiro essas coisas. fiz umas cinco tirinhas seqüenciadas e levei-as ao geraldo magalhães, que era o editor do caderno de cultura do jornal, para ver se dava para publicar. com um sorriso ele me disse: "é uma honra". assim começou o campo magnético.
nos 8 meses que se se guiram, o que aconteceu no e ao país é história, e o que aconteceu nas 84 tirinhas do campo magnético foi pura história em quadrinhos: charge, cartum, hq, novela gráfica em quatro capítulos semanais, tirinhas, arte seqüencial e tudo o mais ... isso junto numa forma que me absorveu por completo.
este livro começou pouco depois, trazendo todo o roteiro formado cotidianamente, e dando um tratamento visual a algumas tirinhas que no jornal eram publicadas com 6X14 cms, e no livro atingem ate 17x4 cm.
eu já havia editado uma revista em quadrinhos de minha autoria chamada "avivar sonorylandia", cujos fotolitos tinham sido feitos por zezim de deus usando um ampliador de fotografias, num processo bem rudimentar. mas agora ele trabalhava com uma repromaster , (ótima para fotolitos em p/b), na z5, agencia dos irmãos ziraldos e mais o dêbarry, que nos liberou a máquina desde que
eu comprasse o material, que era importado, vinha por são paulo, custava uma grana, e também que o zezim só trabalhasse no livro fora do expediente. aí, todas as noites e tardes quando se
encerrava o período normal de trabalho, começava 0 nosso, e víamos surgir dentro das luzes do laboratório, as imagens de todo 0 campo magnético em acetatos transparente.
a Arte tem meios eficazes de mexer com a gente. neste livro, Ela me pegou novamente no momento em que eu estava com os fotolitos prontos e encaminhando para a impressão do livro, quando me veio a idéia de fazer 0 "campo magnético" colorido. para isso eu teria que desenhar os outros três fotolitos restantes para uma impressão a quatro cores. era um trabalho imenso, novo e desafiador. uma experiência gráfica!!! a todo momento, Ela coloca ingredientes que nos pegam com entusiasmo afinco e sensatez.
pra se fazer manualmente um fotolito, usa-se uma mesa/caixa com o tampo de vidro, tendo dentro uma lâmpada. sobre essa mesa coloca-se uma folha de acetato transparente, onde com um nanquim ou reticulas gráficas adesivas são gravadas imagens, para depois serem impressas na cor correspondente. as quatro cores, preto, azul cyan, magenta e amarelo, mescladas sobre a superfície do papel branco, trazem todas as cores possíveis à tinta.
fazer os filmes do campo magnético era um vôo cego, pois o desenho pra cada cor é feito em preto sobre o filme transparente imaginando a cor em que e1e vai ser impresso, e mesclando-a mentalmente com a próxima, e a anterior que também são desenhadas em preto sobre o acetato. assim ao final se tem quatro filmes para cada página, e pra cada um deles é gravada uma chapa, que ao colocar na máquina é impressa com a tinta da cor correspondente, revelando o trabalho policrômico visualizado apenas com a imaginação. após 25 páginas prontas, precisava tirar uma prova desse material, pra ver o resultado e prosseguir desenvolvendo o processo, pois ele sendo inédito necessitava dessa observação. eram muito caras essas provas para mim no momento e a vida me levou para outras situações e trabalhos. o campo magnético ficou acondicionado numa caixa por 20 anos, para agora através do fundo municipal de incentivo a cultura, ser finalizado.
essa experiência me levou literalmente para dentro de uma gráfica, onde junto ao impressor marcelino ribeiro, imprimimos meticulosamente de uma forma não convencional por dias noites e madrugadas, numa solna 125, as filmogravuras do campo magnético.
gilberto de abreu, dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
campo magnético - foto paulo laborne
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
convite campo magnético
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
filmogravuras
essas imagens que vocês estão vendo, já são cópias das filmogravuras que compôem o campo magnético. foram escaneadas diretamente das páginas do livro, onde no processo de filmogravura,
só depois de impressas elas se tornam os originais. assim, os dois mil livros impressos do campo magnético são dois mil originais em offset.
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