o nevoeiro é uma aquarela sobre papel fabriano de 1976/77. mede aproximadamente uns 25x45 cms. coleção wanderley batista. esse desenho traz o poema homônimo inscrito:
me vejo sempre no poente
rodeado pelos seus discos avuadores
eu decifrei você no meu sangue
na minha mente no meu coração
e vi que você veio diuma lágrima
andou por esse mundo
sabe o que é o amor e minsina
mas quando eu sinto o seu nevoeiro
eu só lhe peço uma coisa meu bem
por favor, don't let me down
para o encontro e reencontro de pessoas amigas, de fãs e afins desgarrados por esse planeta, e para mostrar e compartilhar trabalhos de arte.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
momento coleções - o nevoeiro
o nevoeiro é uma aquarela sobre papel fabriano de 1976/77. mede aproximadamente uns 25x45 cms. coleção wanderley batista. esse desenho traz o poema homônimo inscrito:
me vejo sempre no poente
rodeado pelos seus discos avuadores
eu decifrei você no meu sangue
na minha mente no meu coração
e vi que você veio diuma lágrima
andou por esse mundo
sabe o que é o amor e minsina
mas quando eu sinto o seu nevoeiro
eu só lhe peço uma coisa meu bem
por favor, don't let me down
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momento coleções - retrato noutra dimensão
momento coleções - musanua
momento coleções - construtivismo pop
momento coleções - lorenzato
momento coleções - edifício 15 garotas
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
momento coleções - rua tupis
momento coleções - o beijo
momento coleções - os amigos. rua conde de linhares 580
sábado, 9 de janeiro de 2010
momento coleções - noites no café urrubu
momento saudades - noites no café urrubu
numa noite, levei minha pentax analógica e um mini tripé ao café urrubu para fazer algumas fotos. a iluminação era muito baixa e eu não queria usar o flashe. a idéia era instalar a máquina no tripé e usar uma velocidade bem baixa, enquadrar, dar 10 segundos e deixar que ela fotografasse sózinha. isso me permitia também estar na foto. esse é o clima de um trecho de uma das milhares de noites desse café que deixou saudades em muita gente que faz arte, cultura e a própria cidade e que por lá passou. nas fotos: myriam campas, cláudio costa val, helinho e elcio zolini, gilberto, lydiane ponciano, candinho, eri gomes, um pedacinho do rosto da soraya de borba e as costas de amaury ribeiro jr.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
02 poetas - aroldo pereira y gilberto de abreu
02 poetas
como setas em um arco teso
apontadas para o infinito
homenageiam 01 outro
.
a composição sobre os trilhos brilhantes
passa serena
na madrugada belorizontina
brindando o ato
.
02 poetas e a natureza urbana
em concordâncias
.
a inquietação
a invenção
e o amor
o cinema na retina
de 02 poetas
homenageando 01
.
02 meninos
apaixonados pela criação
e pelo humano
demasiadamente
totalmente coração
cinepoesia arco do tesão
.
02 poetas apaixonados
pela criação...
saímos um pouco inebriados de alcool e poesia da abertura do belô poético, eu, aroldo e mavot sirc, e fomos a pé, passando pelo viaduto santa teresa, até ao bar arrumação, onde estava rolando um recital do grupo lesma. fizemos uma pequena participação e na volta, passando pelo mesmo viaduto, o aroldo que na ida já estava apaixonado pelos arcos onde drummond passara no seu passado belorizontino, e agora, depois que eu lhe dissera que morei no centro da cidade grande parte da minha vida, e que eu e meus amigos sempre fazíamos essa travessia sobre os arcos, e que era muito seguro pela textura áspera que ele tem, e que mesmo adulto, morando em santa teresa e voltando pra casa dimadruga, passava por sobre ele, e lá em cima fumava pra relaxar vendo os trilhos do trem refletindo as luzes da cidade. mavot ficou no bar e eu e o aroldo encorajado fizemos a travessia, que não só o drummond mas também fernando sabino e sua turma também gostavam desse passeio. sentados no topo do arco, ficamos olhando a cidade, os trilhos, as luzes quando de repente passa um longo trem. ficamos bem juntos assistindo felizes passar aquela sonolenta composição, carregada de minério.
nos dias que se seguiram, cada um em sua cidade, fizemos este poema.
pra quem não conhece o aroldo pereira; ele mora em montes claros e é o meu herói do sertão, se você quiser ver uma foto dele, veja aqui mesmo no arquivo do papel elétrico em: agosto de 2009. postagem: intermezzo - gilberto de abreu, aroldo pereira e jovino machado
sábado, 2 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
no outro dia
esta hq, é da década de 80. é a segunda versão de uma arte sequencial que gosto muito, ao ponto de a primeira ter sumido e eu fazer essa segunda. a 1ª, de 78, 79 tinha me sido levada para publicação no livro de cabeceira do homem, pelo escritor joão antônio que parece que era o responsável por essa coleção. ele tava mexendo muito com a literatura na época, trazendo seus personagens populares e uma escrita trabalhada dentro da linguagem dos seres marginalizados, de marginais e malandros fazendo o dia a dia e tecendo os contos. ele estava em destaque por toda a imprensa nanica, que à época da ditadura era a que fazia o bom e corajoso jornalismo, e estava poraqui em bh, me parece, pro lançamento do seu livro: malagueta, perús e bacanaço. passamos a tarde conversando sobre coisas e principalmente sobre a capaçidade de improvisação contida num chorinho, eu estava impressionado com um disco do jacob do bandolim que eu tinha adquirido recentemente, onde ele bandolineava em casa, solto, improvisando a larga com os amigos chorões. uma deliciosa lição de invenção, trilha dos meus passos por onde eu ia, e ali no seu quarto de um hotel simples no começo da av. amazonas. conversamos por música, como um chorinho levando a tarde. também o levei a uma ou outra loja, e ele levou o no outro dia para publicá-la no tal livro de cabeceira do homem. livro esse que não saiu, a coleção parou e acho que foi retomada há alguns anos atrás, mas a hq sumiu em algum lugar na editora, acho que a civilização brasileira. gosto tanto de no outro dia que em meados de 80 a refiz, acabou ela vindo colorida, a 1ª versão era totalmente preto e branco, esta até que assim começou, mas as cores entraram... também não estava conseguindo o p&b mais puro da 1ª, somado a não gostar de me repetir. ontem, no último dia do ano, postei aqui no papel elétrico um quadrinho recortado da página 2, que parece, hoje acabou puxando a história toda, sugerindo com isso que o outro dia pode ser hoje. bem, na página 4 tem também uma outra definição, essa já de propriedade do autor descobrindo do que, e como são feito os seus personagens.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
ao mestre com carinho e cuidados - ronaldo brandão
sábado, 26 de dezembro de 2009
o cão vagabundo no bar brasil
o cão vagabundo é um personagem do livro inédito: impressões vadias - aventuras do cão vagabundo, de autoria minha e do poeta murilo antunes. poesia e arte sequencial. nessas três páginas acima o poema/ação se passa no bar brasil, que soube ontem, "fechou as portas". fica aqui no papel elétrico essa homenagem ao tadeu, garçons e frequentadores, pelos bons momentos que passei em determinada época da vida, nesse bar.
clique na imagem para ampliar e desfrutá-la melhor.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
exposição memória da cidade na santa casa de belo horizonte
sábado, 12 de dezembro de 2009
momento social - abertura da exposição do rafael abreu
parabéns belo horizonte!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
mais 1 raffaello berti por rafael abreu
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
raffaello berti por rafael abreu
há alguns poucos anos atrás, depois de pintar muitos símbolos arquitetônicos de belo horizonte, o meu primogênito vinha alimentando a idéia de pintar em grandes telas, os edifícios projetados pelo arquiteto, raffaello berti. um italiano de pisa que veio para bh, em 1929, e projetou muitos edifícios para a cidade, como hospitais, escolas, clubes, hotéis cinemas e etc... em suma; a idéia se desenvolveu em memória da cidade somada a um grande amor do arquiteto e do pintor por essa mesma cidade. este artista plástico, associou os seus delírios aos do seu amigo e produtor manoel hagen e inauguram agora quinta feira as sete e meia da noite no saguão da prefeitura (também projeto do raffaelo), incentivados pelo fundo de incentivo a cultura e alguns apoios, a primeira parte deste projeto: memória da cidade. raffaello berti por rafael abreu.
são dez telas de dois metros por dois e meio, em tinta acrílica realizadas neste ano.
o quadro acima é o minas tênis clube. acrílica s/ tela. 200x250 cms. foto: tiago dias. a foto abaixo é do próprio rafael abreu, num momento/relax no ateliê ao pintar o primeiro da série; o edifício itatiaia.
terra em transe - glauber rocha
(...)
paulo - a fome do absoluto. sara - a fome. paulo - eu tenho esta fome. vem comigo sara. não fique como os fanáticos à espera das coisas que não acontecem antes que nos acabemos , vem comigo. a vida está acima das horas que vivemos. a vida é uma aventura. sara - você não entende, um homem não pode se dividir assim, a política e a poesia são demais prum só homem. gostaria muito que você ficasse conosco. volte a escrever. paulo - não anuncio cantos de paz, nem me interessam as flores do estilo. como por dia mil notícias amargas, que definem o mundo em que vivo. oh sara!.. sara - não me causam os crepúsculos a mesma dor da adolescència. devolvo tranquilo à paisagem, os vômitos da experiência. paulo - a poesia não tem sentido. palavras. as palavras são inúteis.
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