terça-feira, 12 de janeiro de 2010

momento coleções - o nevoeiro

o nevoeiro é uma aquarela sobre papel fabriano de 1976/77. mede aproximadamente uns 25x45 cms. coleção wanderley batista. esse desenho traz o poema homônimo inscrito: me vejo sempre no poente rodeado pelos seus discos avuadores eu decifrei você no meu sangue na minha mente no meu coração e vi que você veio diuma lágrima andou por esse mundo sabe o que é o amor e minsina mas quando eu sinto o seu nevoeiro eu só lhe peço uma coisa meu bem por favor, don't let me down

dica: clique na imagem para ampliá-la depois tecle a tecla f11 para esconder as barras de navegação. a imagem será exposta em toda a tela do pc.

ou clique na imagem com o lado direito do mause, abra-a em outra guia ou janela para ficar mais confortável a sua navegação no papel elétrico.

momento coleções - dentro. artes plásticas


pintura a óleo de 1987, 100x110 cms. coleção tamira abreu

momento coleções - êxtase

este óleo sobre tela é de 1993, mede 100x120 cms. coleção sebrae

momento coleções - retrato noutra dimensão

quadro objeto a óleo sobre tecido de 1990, medidas aproximadas de 30x40x12 cms. coleção marcos coelho benjamim.

momento coleções - seres do sol

óleo sobre tela, 120x140 cms, de aproximadamente 1985, é parte da coleção pedro spalla

momento coleções - musanua

esta pintura a óleo é de 1983, mede aproximadamente 40x60 cms e é da coleção de josé francisco da silva

momento coleções - edifício panorama

óleo sobre tela de 1993, 120x80 cms. coleção roberto brant

momento coleções - construtivismo pop

esta pintura a óleo e terra sobre tela, de 40x40 cms realizada em 1996, é da coleção de marcus vinícios salles, o barão.
detalhe; este quadro foi capa de catálogo da exposição construtivismo pop, na galeria de arte da telemig, bh.

momento coleções - lorenzato

se estivesse vivo, teria completado 115 anos dia 1° desse mes, mas lorenzato nos deixou em 95. esta pintura retrato é um óleo de 92/93. mede 40x50x05 cms, e fazia parte do acervo do querido pintor. agora é da coleção de antônio carlos figueiredo.

momento coleções - edifício 15 garotas


óleo sobre tela de +ou- 25x45, da série city parade de 1998, é da coleção águeda chaves.
dica: clique na imagem para ampliá-la , e depois na tecla f11, para que as barras de navegação se escondam e fique só a imagem da pintura na tela do seu computador, e assim você a sentirá melhor.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

momento coleções - rua tupis

esta pinturinha a óleo de 1983, de uns 25x30 cms, faz parte da 'imensa' coleção de paulão e ildeu laborne

momento coleções - o beijo

óleo s/ tela de 80x100 cms. de 1997. coleção éder santos. dêsse o beijo, fiz uma outra versão um pouco maior. não tenho fotos agora, mas é da coleção marcelo lanna.

momento coleções - os amigos. rua conde de linhares 580

essa pintura sobre papel artezanal de 1990, mais ou menos; 45x60 cms faz parte da coleção de dênio albertini, que inclusive é um dos amigos no quadro.

sábado, 9 de janeiro de 2010

momento coleções - noites no café urrubu

esse acrílico sobre tela de 100x80 cms, 1995, é da série: diários, crônicas da urbs, se chama: noites no café urrubu, faz parte da coleção guga barros, que também está no quadro e esteve em muitas e muitas noites no café urrubú.

momento saudades - noites no café urrubu

numa noite, levei minha pentax analógica e um mini tripé ao café urrubu para fazer algumas fotos. a iluminação era muito baixa e eu não queria usar o flashe. a idéia era instalar a máquina no tripé e usar uma velocidade bem baixa, enquadrar, dar 10 segundos e deixar que ela fotografasse sózinha. isso me permitia também estar na foto. esse é o clima de um trecho de uma das milhares de noites desse café que deixou saudades em muita gente que faz arte, cultura e a própria cidade e que por lá passou.
nas fotos: myriam campas, cláudio costa val, helinho e elcio zolini, gilberto, lydiane ponciano, candinho, eri gomes, um pedacinho do rosto da soraya de borba e as costas de amaury ribeiro jr.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

02 poetas - aroldo pereira y gilberto de abreu

02 poetas
como setas em um arco teso
apontadas para o infinito
homenageiam 01 outro
.
a composição sobre os trilhos brilhantes
passa serena
na madrugada belorizontina
brindando o ato
.
02 poetas e a natureza urbana
em concordâncias
.
a inquietação
a invenção
e o amor
o cinema na retina
de 02 poetas
homenageando 01
.
02 meninos
apaixonados pela criação
e pelo humano
demasiadamente
totalmente coração
cinepoesia arco do tesão
.
02 poetas apaixonados
pela criação...
saímos um pouco inebriados de alcool e poesia da abertura do belô poético, eu, aroldo e mavot sirc, e fomos a pé, passando pelo viaduto santa teresa, até ao bar arrumação, onde estava rolando um recital do grupo lesma. fizemos uma pequena participação e na volta, passando pelo mesmo viaduto, o aroldo que na ida já estava apaixonado pelos arcos onde drummond passara no seu passado belorizontino, e agora, depois que eu lhe dissera que morei no centro da cidade grande parte da minha vida, e que eu e meus amigos sempre fazíamos essa travessia sobre os arcos, e que era muito seguro pela textura áspera que ele tem, e que mesmo adulto, morando em santa teresa e voltando pra casa dimadruga, passava por sobre ele, e lá em cima fumava pra relaxar vendo os trilhos do trem refletindo as luzes da cidade. mavot ficou no bar e eu e o aroldo encorajado fizemos a travessia, que não só o drummond mas também fernando sabino e sua turma também gostavam desse passeio. sentados no topo do arco, ficamos olhando a cidade, os trilhos, as luzes quando de repente passa um longo trem. ficamos bem juntos assistindo felizes passar aquela sonolenta composição, carregada de minério.
nos dias que se seguiram, cada um em sua cidade, fizemos este poema.
pra quem não conhece o aroldo pereira; ele mora em montes claros e é o meu herói do sertão, se você quiser ver uma foto dele, veja aqui mesmo no arquivo do papel elétrico em: agosto de 2009. postagem: intermezzo - gilberto de abreu, aroldo pereira e jovino machado

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

no outro dia

esta hq, é da década de 80. é a segunda versão de uma arte sequencial que gosto muito, ao ponto de a primeira ter sumido e eu fazer essa segunda. a 1ª, de 78, 79 tinha me sido levada para publicação no livro de cabeceira do homem, pelo escritor joão antônio que parece que era o responsável por essa coleção. ele tava mexendo muito com a literatura na época, trazendo seus personagens populares e uma escrita trabalhada dentro da linguagem dos seres marginalizados, de marginais e malandros fazendo o dia a dia e tecendo os contos. ele estava em destaque por toda a imprensa nanica, que à época da ditadura era a que fazia o bom e corajoso jornalismo, e estava poraqui em bh, me parece, pro lançamento do seu livro: malagueta, perús e bacanaço. passamos a tarde conversando sobre coisas e principalmente sobre a capaçidade de improvisação contida num chorinho, eu estava impressionado com um disco do jacob do bandolim que eu tinha adquirido recentemente, onde ele bandolineava em casa, solto, improvisando a larga com os amigos chorões. uma deliciosa lição de invenção, trilha dos meus passos por onde eu ia, e ali no seu quarto de um hotel simples no começo da av. amazonas. conversamos por música, como um chorinho levando a tarde. também o levei a uma ou outra loja, e ele levou o no outro dia para publicá-la no tal livro de cabeceira do homem. livro esse que não saiu, a coleção parou e acho que foi retomada há alguns anos atrás, mas a hq sumiu em algum lugar na editora, acho que a civilização brasileira. gosto tanto de no outro dia que em meados de 80 a refiz, acabou ela vindo colorida, a 1ª versão era totalmente preto e branco, esta até que assim começou, mas as cores entraram... também não estava conseguindo o p&b mais puro da 1ª, somado a não gostar de me repetir. ontem, no último dia do ano, postei aqui no papel elétrico um quadrinho recortado da página 2, que parece, hoje acabou puxando a história toda, sugerindo com isso que o outro dia pode ser hoje. bem, na página 4 tem também uma outra definição, essa já de propriedade do autor descobrindo do que, e como são feito os seus personagens.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ao mestre com carinho e cuidados - ronaldo brandão

pra agradecer o inesquecível natal que você e o roberto zara me proporcionaram.
ronaldo brandão, você é e sempre será o máximo!!!
foto: gilberto de abreu

sábado, 26 de dezembro de 2009

o cão vagabundo no bar brasil

o bar brasil fechou.
o cão vagabundo é um personagem do livro inédito: impressões vadias - aventuras do cão vagabundo, de autoria minha e do poeta murilo antunes. poesia e arte sequencial. nessas três páginas acima o poema/ação se passa no bar brasil, que soube ontem, "fechou as portas". fica aqui no papel elétrico essa homenagem ao tadeu, garçons e frequentadores, pelos bons momentos que passei em determinada época da vida, nesse bar.
clique na imagem para ampliar e desfrutá-la melhor.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

tito y lis em férias

e aproveitam e me sequestram também, em dias deliciosos. bons tempos bons. amores mais que perfeitos.
fotos: r. abreu

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

exposição memória da cidade na santa casa de belo horizonte

depois de inaugurada no hall da prefeitura a exposição de pinturas: memória da cidade. raffaello berti por rafael abreu, vai agora pra santa casa (outro prédio do berti), de 15 a 31 de dezembro, de 8 às 17 horas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

mais 1 raffaello berti por rafael abreu

hoje, abertura da exposição; memória da cidade. raffaello berti por rafael abreu. hall da pbh, 19 h. pintura: clube belo horizonte, hoje, museu inimá de paula. acrílica sobre tela. 200x250 cms. 2009.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

raffaello berti por rafael abreu

há alguns poucos anos atrás, depois de pintar muitos símbolos arquitetônicos de belo horizonte, o meu primogênito vinha alimentando a idéia de pintar em grandes telas, os edifícios projetados pelo arquiteto, raffaello berti. um italiano de pisa que veio para bh, em 1929, e projetou muitos edifícios para a cidade, como hospitais, escolas, clubes, hotéis cinemas e etc... em suma; a idéia se desenvolveu em memória da cidade somada a um grande amor do arquiteto e do pintor por essa mesma cidade. este artista plástico, associou os seus delírios aos do seu amigo e produtor manoel hagen e inauguram agora quinta feira as sete e meia da noite no saguão da prefeitura (também projeto do raffaelo), incentivados pelo fundo de incentivo a cultura e alguns apoios, a primeira parte deste projeto: memória da cidade. raffaello berti por rafael abreu. são dez telas de dois metros por dois e meio, em tinta acrílica realizadas neste ano. o quadro acima é o minas tênis clube. acrílica s/ tela. 200x250 cms. foto: tiago dias. a foto abaixo é do próprio rafael abreu, num momento/relax no ateliê ao pintar o primeiro da série; o edifício itatiaia. mais informações. abra o linque em outra janela: http://www.memoriadacidade.com.br/

terra em transe - glauber rocha

(...) paulo - a fome do absoluto. sara - a fome. paulo - eu tenho esta fome. vem comigo sara. não fique como os fanáticos à espera das coisas que não acontecem antes que nos acabemos , vem comigo. a vida está acima das horas que vivemos. a vida é uma aventura. sara - você não entende, um homem não pode se dividir assim, a política e a poesia são demais prum só homem. gostaria muito que você ficasse conosco. volte a escrever. paulo - não anuncio cantos de paz, nem me interessam as flores do estilo. como por dia mil notícias amargas, que definem o mundo em que vivo. oh sara!.. sara - não me causam os crepúsculos a mesma dor da adolescència. devolvo tranquilo à paisagem, os vômitos da experiência. paulo - a poesia não tem sentido. palavras. as palavras são inúteis.